sexta-feira, 16 de março de 2018

quarta-feira, 14 de março de 2018

MÍSTICA É A BUSCA DE REFAZER O MUNDO ONDE AS COISAS SE TRANSFIGURAM NA FACE DE DEUS

A ideia de que a religiosidade seja objeto de pessoas incultas é evidência de pressa intelectual
Qualquer pessoa que decida se deter de modo um pouco mais atento sobre o tema da religião e da mística perceberá que ele está longe de ser óbvio. 
Um dos pecados do mundo contemporâneo é sua pressa “ontológica”. Não tenhamos pressa, pelo menos hoje.

A ideia de que mística seja assunto simples e objeto de pessoas incultas é evidência de pressa intelectual e pobreza de repertório. As duas andam juntas. A inteligência alocada na tentativa de entender o que as pessoas querem dizer por um conhecimento direto da divindade (vou simplificar os termos, não vou contemplar os maníacos da pluralidade hoje) é enorme e múltipla, em todas as religiões históricas.

Dentre os muitos especialistas em mística (judaica, no caso), Gershom Scholem (1897-1982) é um dos maiores. Considerado fundador do estudo acadêmico da cabala, Scholem hoje, seguramente, ficaria chocado ao ver a cabala ser usada como fórmula de autoajuda feita ao sabor do consumidor. Cabala como consultora de sucesso, de saúde, de alimentação balanceada, enfim. Melhor evitarmos pronunciar a palavra cabala até ela passar de moda.

A teoria da religião de Scholem e o lugar da mística nela (principalmente a judaica) são vastamente conhecidos, inclusive por conta de sua hipótese “herética” acerca da origem da mística em geral, e, especificamente, da mística judaica.

Para Scholem, as religiões têm, grosso modo, três grandes estágios. O primeiro, o mítico, se caracteriza por envolver o homem, a natureza e as coisas num todo permeado pela presença das divindades. Cada gesto do mundo carrega a assinatura dos deuses. O homem, nesse habitat naturalmente espiritual, se sente acompanhado e acolhido.

O segundo, doutrinário, social, político e racional (mais propriamente “histórico”), é o momento em que as grandes religiões se constituem como tecido social constitutivo da vida. Nesse estágio, por exemplo, se dá o surgimento da Torá no judaísmo. Os deuses (e Deus, nesse processo) se distanciam, tornam-se abstratos, normatizadores, organizadores das coisas e da vida. O acolhimento presente nas formas míticas desaparece, e tomam seu lugar as demanda moral, racional e política. O homem se sente só. Instaura-se o abismo (termo preciso do próprio Scholem) entre o homem e Deus.

O terceiro é o místico. Para Scholem, sem a “catástrofe” da perda da natureza mítica, sem o abismo que surge como decorrência da “evolução” da religião em direção à sua condição doutrinária e racionalista, não há mística. Por isso, ele diz que a mística é o momento “romântico” das religiões.

Esse romantismo metafórico significa que o místico é uma pessoa que “sente saudades de Deus”, nos termos do cineasta português Manoel de Oliveira (1908-2015). A mística é o esforço para se refazer o mundo no qual as coisas se transfiguram na face de Deus. A busca dessa “substância” perdida no instante “intelectual” da religião. Daí a mescla de gozo e agonia típica das narrativas místicas.

“A Noite Escura da Alma”, poema do místico espanhol católico são João da Cruz (1542-1591), é uma chave conceitual essencial em estudos de mística: a agonia do sentir-se longe de Deus é fundamento e parte da experiência mística.

A tese de Scholem, segundo a qual o racionalismo e o moralismo das religiões “atrapalham” a vida estética religiosa (ou seja, a vida das sensações de estar em contato direto com a divindade) e que, portanto, o fundamento da mística é uma “perda de Deus”, é objeto de muita polêmica. Nesse sentido, ele é visto como um scholar herético em estudos de mística, uma vez que o fundamento desta seria uma espécie de consciência religiosa estética perdida.

Para piorar sua condição de teórico herético diante da ortodoxia teórica que associa a mística prioritariamente ao gozo, é conhecida a sua tese segundo a qual a cabala (coração da mística judaica) vem de fontes exteriores (neoplatonismo, religiões iniciáticas gregas ou persas) ao judaísmo “oficial” (o que faria dela “menos” judaica aos olhos de muitos judeus). Por isso, ela é, em si mesma, herética na sua natureza.


14 de março de 2018
Luiz Felipe Pondé, Folha de SP

terça-feira, 13 de março de 2018

CONTOS ZEN



Contos Zen

NOVA ACRÓPOLE - Escola de Filosofia Internacional
13 de março de 2018

O MITO DA CAVERNA (PROF.LUÍS CARLOS MARQUES)



Série Reedição: O MITO DA CAVERNA (2006) - Prof. Luis Carlos Marques Fonseca

NOVA ACRÓPOLE - Escola de Filosofia Internacional
13 de março de 2018

MORRE WASHOE, A CHIMPANZÉ QUE CONHECIA A LINGUAGEM DOS SINAIS

Morre Washoe, a chimpanzé que conhecia a linguagem dos sinais ...

https://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/efe/2007/.../ult4429u1242.jhtm

1 de nov de 2007 - A chimpanzé Washoe, conhecida por ser o primeiro animal do mundo a aprender a linguagem dos sinais, morreu de causas naturais, após viver quase quarenta anos em cativeiro. Fontes da universidade Central Washington University, no estado de Washington (Estados Unidos), onde o animal vivia ...

13 de março de 2018
m.americo

FOLHA DE S.PAULO - MORRE WASHOE, CHIMPANZÉ QUE FALAVA POR SINAIS

Folha de S.Paulo - Memória 2: Morre Washoe, chimpanzé que falava ...

www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0211200705.htm

2 de nov de 2007 - Morre Washoe, chimpanzé que falava por sinais. DA ASSOCIATED PRESS. A chimpanzé Washoe, primeiro animal a aprender a se comunicar por linguagem de sinais, morreu na última terça-feira de causas naturais aos 42 anos de idade, na instituição de pesquisas onde era mantida nos EUA. Washoe .

13 de março de 2018
m.americo

UM CHIMPANZÉ REAGE DE FORMA INCRÍVEL A MÁ NOTÍCIA DE SUA CUIDADORA

Um chimpanzé reage de forma incrível à má notícia de sua cuidadora

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16 de nov de 2015
Como todas as mães, Washoe, uma chimpanzé fêmea, sempre quis ter filhos. Tendo vivido o drama de ...

13 de março de 2018
m.americo